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Depois de diretor de presídio, Marcos Abrahão nomeia mulher do seu advogado

Deputado Marcos Abrahão nomeia mulher de seu advogado no gabinete

Depois de ter solicitado a cessão para o seu gabinete do diretor de Bangu 8, onde ficou preso entre novembro de 2018 e outubro de 2019, o deputado estadual Marcos Abrahão (Avante) nomeou nesta sexta (19) a mulher de um dos advogados que o representam na Justiça Federal, na ação decorrente da Operação Furna da Onça.

De acordo com o ato da Mesa Diretora publicado em Diário Oficial, Luciana Leoni de Alencar Maia foi contemplada com um cargo CCDAL-5, na liderança do Avante. Pelo que consta no Portal de Transparência da Alerj, ela receberá R$ 6.490 mensais brutos. Será a primeira vez que exercerá um cargo público no estado.

Luciana se casou no fim de 2007 com o advogado José Luiz de Alencar Machado Maia, conforme mostra o registro publicado no Diário Oficial do Judiciário à época.

Desde então, Luciana passou a usar o sobrenome do marido. Em 2008, eles chegaram a abrir uma empresa juntos, que ficaria no Rio Grande do Norte, a Mercado Carioca LTDA. Atualmente, a companhia consta como inapta na Receita Federal. O blog tentou entrar em contato com o celular que consta do registro, mas a pessoa que atendeu disse que o número não é da empresa e que constantemente recebe ligações procurando os donos.

A reportagem ainda tentou falar com o advogado através do número de telefone que aparece no site da OAB, mas a ligação não completava. O blog também não conseguiu contato com o deputado. O espaço segue aberto.

Mesada de R$ 80 mil

Marcos Abrahão foi empossado na Alerj no fim do mês passado, junto com outros quatro deputados que foram alvo da Operação Furna da Onça. Isso ocorreu graças a uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que derrubou a liminar que impedia a posse dos parlamentares.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, Abrahão teria recebido uma mesada de R$ 80 mil entre 2011 e 2014 para votar de acordo com os interesses do grupo comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Os procuradores estimaram que esses repasses teriam somado R$ 3,8 milhões. O deputado é acusado de corrupção passiva e organização criminosa. Ele também teria tido ingerência para nomeações em órgãos como o Detran e a Faetec.

O parlamentar está solto desde outubro do ano passado, junto com Chiquinho da Mangueira (PSC), André Correa (DEM), Marcus Vinicius Neskau (PTB) e Luiz Martins (PDT). À época, a ministra Carmem Lúcia, do STF, determinou que a Alerj definisse se eles continuariam presos ou não. Por 39 votos a 25, a Casa optou por conceder a liberdade aos colegas.

Esta semana, Abrahão solicitou ao governo estadual a cessão para o seu gabinete dos servidores da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) Silvio Pinho Floriano e Gabriel Barbosa Salles. Conforme revelou o site G1, os dois eram respectivamente diretor e chefe da segurança de Bangu 8, onde Abrahão esteve preso.

*Foto em destaque: O deputado Marcos Abrahão no plenário da Alerj / Divulgação

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